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1 de novembro de 2013

O Firefox em declínio?

Caro leitor, olhe mais acima próximo à borda de sua tela e me responda rapidamente: Qual programa ou aplicativo para navegar na Internet você está usando neste momento?

Foto via Flickr, por Keven Law
Tenho interesse na resposta porque, primeiramente, devo confessar que sou um usuário assíduo do navegador da raposa de fogo, o Mozilla Firefox. Segundo, porque tenho observado, que esse browser já não é mais como era antigamente. É apenas impressão minha ou a maioria de vocês está utilizando o Chrome, navegador do onipresente Google?

De acordo com o site W3schools as estatísticas de acesso acusam uma dura queda do Firefox desde Julho de 2009, quando atingiu seu ápice com 47,9% de participação no mercado de navegadores, caindo mês a mês desde então, estando a um nível de 27,8% em Setembro de 2013. Nesse mesmo período de tempo, o navegador Chrome, lançado pela gigante Google somente em Dezembro de 2008, já havia alcançado uma participação de 6,5% em Julho de 2009 (auge do Firefox) e 53,2% da fatia de uso em Setembro de 2013. 

Você me questiona: - E eu, o que faço com esses números? É, talvez a maioria dos usuários não se importem com esses números. Mas para alguns de nós, usuários que sempre estimaram o Firefox pelo poder de personalização e customização, representado principalmente pela possibilidade de instalação dos chamados add-ons ou complementos, esse cenário é triste e no mínimo lamentável. Nos últimos tempos temos visto uma chuva de sugestões para atualização de versões dos navegadores em nossa experiência de uso da Internet. No caso do Firefox, esse fato pode ter contribuído para sua franca decadência, uma vez que ao atualizar a versão do browser, a maioria dos desenvolvedores tem que suar a camisa para corrigirem problemas de compatibilidade de seus complementos, levando-os a uma situação não muito animadora, ao ponto de fazê-los desistir da manutenção de add-ons muito especiais e populares, que possuíam fãs como eu.

Constatei essa situação há algumas semanas ao instalar o Firefox em um novo computador e tentar recuperar um de meus complementos favoritos: o CheckPlaces, uma extensão que realiza o trabalho duro de descobrir se o seu FireFox possui favoritos repetidos ou páginas mortas. Ao buscá-lo na página oficial de complementos da Mozilla não encontrei nenhum resultado. Resolvi então procurar em outros locais de downloads, como o famoso Baixaki. Até achei a página com a sugestão para download, mas fui levado para um link inválido e ao acessar a página do desenvolvedor do complemento chamado Andy Halford, encontrei as razões para a indisponibilidade do add-on: o desenvolvedor simplesmente cansou. Sem o apoio motivacional da Mozilla, Andy afirma que a empresa responsável pelo Firefox trata os desenvolvedores de complementos como cidadãos de segunda classe, e se despede dos admiradores de seu complemento justificando que não compensa, após uma série de problemas, manter ou hospedar extensões que apenas fariam a promoção gratuita dos produtos da Mozilla.

Bem, quem sou eu para questioná-lo, não é? 
Contínuo a apreciar muitas coisas no navegador Firefox. Mas tenho incluído em meu uso diário o navegador Google Chrome e até mesmo o Internet Explorer, para realizar tarefas específicas. Pelo visto o navegador da raposa está descendo a ribanceira, sem dúvida, impulsionado em parte pelos usuários afastando-se à medida que os seus complementos favoritos desaparecem, ou autores de extensões como o citado acima sugerem alternativas para sua rede influente de contatos.
 
Imagem: Xgamerz
E você, o que acha? Já se rendeu ao Chrome ou continua firme e forte defensor do Firefox? 

Quer ler mais sobre o assunto? Sugiro este LINK.
Você também está precisando de uma ferramenta como o CheckPlaces? Eu indico o freeware AM-DeadLink, que detecta links mortos e duplicatas em bookmarks do navegador e arquivos de texto. Se um marcador tornou-se indisponível, você pode verificar e excluí-lo permanentemente. Além disso, você pode baixar FavIcons para todos os seus Favoritos e Marcadores.

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